Musicalidades Variadas
Gosto muito de música e danças!
14 de Novembro de 2009

Duo Ouro Negro

 

 

Composto por Raul Indipwo e Milo MacMahon, o Duo Ouro Negro nasceu aquando da partida de um terceiro elemento da banda onde ambos já actuavam e que se chamava simplesmente Ouro Negro.

Nascidos e criados no Sul de Angola, Milo e Raul conhecem-se desde infância e resolvem, em 1959, formar o Duo Ouro Negro, cujo repertório, que incluía baladas e danças, era descrito como sendo de folclore angolano, das suas várias étnicas e línguas.
No mesmo ano da sua formação, dão um espectáculo em Luanda e deslocam-se a Lisboa, obtendo bastante sucesso nas suas actuações no Cinema Roma e no Casino do Estoril. Após terem gravado três álbuns em Portugal, regressam ao seu país.

O êxito dos primeiros discos vale-lhes muitos concertos e a presença em programas de rádio e TV nacionais.
Entre 60 e 63, realizam várias digressões na Europa, nomeadamente em Espanha (onde recebem, na Embaixada Portuguesa, a Medalha de Mérito), França, Suécia e Finlândia. Após a gravação do seu álbum "Mulowa", estreiam-se no conceituado Olympia de Paris.

Em 1966 recebem, em Lisboa, nova distinção, desta feita, o prestigiado Prémio da Imprensa. No mesmo ano, actuam na Salle Garnier da Ópera de Monte Carlo para os príncipes do Mónaco. Desdobram-se ainda em concertos, nomeadamente no Rio de Janeiro, onde são mesmo galardoados com a Medalha de Ouro. Ainda em 1967, foram uma das grandes atracções do espectáculo de comemoração do vigésimo aniversário da UNICEF, em Paris, numa actuação que foi transmitida em directo para mais de 200 milhões de telespectadores.
Em seguida foi a vez do Canadá, (onde foram convidados para actuar na Gala de Abertura da terceira edição do MIDEM), a Bélgica, Alemanha, Jugoslávia (Festival de Split), ficarem a conhecer o Duo Ouro Negro.

Em Portugal, colaboram com a RTP em vários programas de variedades. Concebem e apresentam "A Rua d'Elisa", uma opereta africana com música, texto, coreografia e direcção de cena a seu cargo. Em 1968, actuam pela primeira vez nos EUA, em Chicago, e assinam um contrato de representação com a Columbia Artists Management, aproveitando para preparar uma futura e mais extensa passagem pelo país, que acontece em 1970. Antes disso gravam, na Argentina, o álbum "Ouro Latino", editado em Portugal com o nome "Sob O Signo De Iemanjá".
Após a digressão norte-americana, seguem-se passagens pelo Japão, onde actuam na Expo-70, em Osaka. Lá, gravam vários discos, como "O Espectáculo É Ouro Negro".
Em seguida, de novo em Lisboa, recebem mais uma vez o Prémio da Imprensa, graças ao espectáculo "Blackout", e anunciam a intenção de abandonar as canções mais frívolas como "Maria Rita" e "Silvie", e se dedicarem à divulgação do folclore angolano.


Aproveitando o sucesso e a projecção que a banda lhes conferiu, Milo e Raul tornam-se sócios de uma empresa mineira em Angola. Na mesma altura, Raul descobria um interesse pela pintura, fazendo a sua primeira exposição em Lisboa, em 1973.
Após a Revolução de 25 de Abril de 1974, o duo continuou a sua carreira, desta feita, com uma dose de extroversão e libertarismo psicadélico. Nesse ano, compõem, para o Festival da Canção, o tema "Baile Dos Trovadores", interpretado por Rita Olivais.

No ano seguinte, voltam ao Olympia de Paris para um concerto único, do qual resulta a edição do respectivo álbum ao vivo.
A partir do final da década, a carreira do duo passa por um período de abrandamento, com o par a concentrar-se mais no trabalho de estúdio, do qual resultam álbuns como "Lindeza" (1978), "Aos Nossos Amigos" (1984) e "África Latina"(1986). Pelo meio, têm algumas produções em palco, como o espectáculo "Império de Iemanjá", apresentado no Teatro da Trindade, em 1981.

A morte de Milo MacMahon, no final da década de 80, colocou um fim óbvio na carreira do Duo Ouro Negro.

 

Raul Indipwo inicia então uma carreira a solo mas, após a criação da Fundação Ouro Negro, esta tem-se resumido a actuações em saraus e espectáculos de benemerência, e dedicou-se à Pintura, sendo um Hoby e ao mesmo tempo um refúgio. 

 

 

publicado por Chicailheu às 19:20 link do post
23 de Agosto de 2009

Paco Bandeira é o nome artístico pelo qual se tornou conhecido Francisco Veredas Bandeiras que nasceu 2 de Maio de 1945, na cidade alentejana e fronteiriça de Elvas, Portugal.

 

As características da sua região natal, tais como as planícies e as searas, a interioridade da província portuguesa, a fronteira com a Extremadura, de Espanha, acabaram por marcar indelevelmente a sua música. Também a época em que viveu, num período de ditadura e opressão das classes populares, de censura, do 'salto' ou emigração para outros países europeus, do contrabando, das populações itinerantes de ciganos, da guerra colonial em África, deixou marcas nos seus temas.

Foi casado e tornou-se pai de duas filhas. Ingressou no serviço militar, passando três anos em Angola como primeiro-cabo num regimento de transmissões.

Tem 3 filhas, Paula, Conceição e Constança e 4 netos Rúben, Jéssica, Carlota e Rita.


 Carreira artística

Aprendeu a tocar guitarra com a ajuda de um tio e aos 14 anos torna-se guitarrista e vocalista do grupo Cuban Boys, com o qual deu vários concertos em Portugal e Espanha. Também, durante cinco anos, foi locutor da estação regional Extremadura-Badajoz da rádio espanhola S.E.R. Acabou por se tornar conhecido por Paco devido à ascendência espanhola da sua família e pela sua actividade inicial em Espanha, onde os Franciscos são chamados de Pacos, Panchos ou Curros.

 

Assim, por hábito, os seus colegas da rádio começaram a chamá-lo Paco. Tiraram-lhe também o 'S' do apelido Bandeiras, porque em Espanha também é natural singularizar o nome das pessoas, dando-lhes mais importância. Veio portanto a ficar conhecido por Paco Bandeira, nome que acabou por adoptar definitivamente. Conforme o próprio cantor referiu em entrevista, poucos hoje o chamam de Francisco. Entre os seus familiares, só os seus irmãos o costumam chamar pelo diminutivo 'Chiquinho'.

Após o serviço militar, ao regressar a Portugal, começa a compor os seus próprios temas, e só então passa a cantar em português, a partir de 1972, como solista, pela mão de Hermínia Silva, no Solar daquela famosa artista, no qual Paco tinha começado por trabalhar quando veio para Lisboa.

 

O primeiro dos seus sucessos foi "A Minha Cidade" (mais conhecida por "Ó Elvas, Ó Elvas"), seguindo-se outros tantos êxitos, tais como "É Por Isso Que Eu Vivo", "Chula da livração" ou "Ceifeira Bonita". Em consequência destes êxitos, inicia uma intensa carreira internacional junto das comunidades portuguesas no estrangeiro, actuando em palcos e televisões de Espanha, Itália, EUA, Austrália ou Canadá.

Em 1982, edita o álbum "Malhas, Malhões e Outras Canções", com arranjos de Pedro Osório, cujo repertório foi registado também num programa para a RTP, intitulado "A Vez e a Voz". Em 1987, as relações entre Paco Bandeira e a RTP deterioram-se, instalando-se uma polémica entre este e o director da estação de televisão pública. No Natal desse ano, Paco Bandeira edita o seu vigésimo disco LP, intitulado "Com Sequências", com letras de Pedro Bandeira Freire. Enquanto isto, despoletava nova polémica, desta feita entre si e o Presidente da Sociedade Portuguesa de Autores, de cuja direcção Paco se demitiu.

Bandeira foi também membro e tesoureiro da UPAV (União Portuguesa de Artistas de Variedades). Em 1991, apresenta-se no Teatro Rivoli, no Porto, para um espectáculo onde o conjunto de António Mafra foi o convidado especial. Na mesma altura, Paco era reconhecido como "um cantor que soube acompanhar o seu público", registando mais alguns temas de sucesso como "O Sol do Mendigo", "Minha Quinta Sinfonia", ou "A Ternura dos Quarenta".

Na sua carreira, conta ainda com participações em programas de TV no Brasil, Turquia, Bulgária ou Israel, algumas das vezes com difusão pelas redes da Eurovisão, da OTI e da Intervisão.

Em 1992, apresenta em Lisboa, no Teatro Municipal de São Luís, o seu disco "Aqui Para Nós", em que cada ingresso dava direito a um CD.

Em 1994, edita o seu vigésimo quinto álbum intitulado "Cantigas Entrelaçadas", na mesma altura que preparava um programa para a RTP intitulado "Cantares de Amigo", exibido um ano depois. Compõe, na mesma altura, a banda sonora da telenovela "Roseira Brava", e uma série de programas para a Rádio Comercial intitulados "Cantos da Casa".

Parecia então que Paco Bandeira entrava da melhor maneira nos seus cinquenta anos de idade, até que em 1996, a sua vida é agitada pela morte da sua mulher em circunstâncias trágicas.

Em 2006 lança uma antologia de alguns dos seus maiores sucessos, num duplo álbum intitulado "Paco Bandeira: Uma vida de canções", que se torna um enorme sucesso de vendas.

Em Outubro de 2007 editou o álbum "Canto do espelho", com dez temas originais, cinco dos quais contam com os coros a cargo do Coral Harmonia de Santiago do Cacém.


 Fim da Carreira
Em 17 de Novembro de 2007 o cantor realizou um concerto no Coliseu de Elvas, que considerou um ponto final na sua carreira musical, pelo menos no que a discos diz respeito.


 

publicado por Chicailheu às 10:14 link do post
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